Vida de Baden-Powell PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nasceu em Londres, na Inglaterra, em 22 de Fevereiro de 1857, e faleceu no Quénia, em 8 de Janeiro de 1941.

 

Morreu-lhe o pai, quando tinha 3 anos, ficando sua mãe com 7 filhos de menos de 14 anos de idade. A família lutou com inúmeras dificuldades , mas o amor mútuo sempre os levou a vencê-las. Baden-Powell, levou uma vida de ar livre esplêndida com os seus próprios irmãos, fazendo excursões e acampando com eles em vários locais de Inglaterra. 

 

Em 1870 B-P entrou para a escola de Cartuxa, em Londres, com uma bolsa de estudos. Nunca foi um bom aluno, mas foi um dos mais animados. Desempenhava sempre parte activa em tudo quanto se passava no recreio. Possuía aptidão para a música, desenho, futebol e arte dramática.

 

Aos 19 anos, após terminar os estudos aceitou a oferta de ir para a Índia como alferes.

 

Além de prestar excelentes serviços militares - era capitão aos 26 anos de idade – alcançou os prémios de desportos mais ambicionados em toda a Índia – caça ao Javali.

 

Em 1887 encontramos B-P na África nas campanhas contra os Zulos e mais tarde contra as ferozes tribos dos guerreiros Achantis e dos selvagens Matabeles. Os indígenas tinham-lhe tanto medo que lhe chamaram IMPISA – o lobo que não dorme, por causa da sua audácia, da sua habilidade de explorador e da sua perícia em seguir pistas.

 

As promoções de B-P, eram tão frequentes que em 1899, aos 32 anos era já coronel.

 

Nesse ano era grande a agitação na África do Sul. As relações entre os Ingleses e o Governo da república do Transval, tinham chegado ao pontode ruptura. B-P recebeu ordens para formar dois batalhões de carabineiros montados e dirigir-se a Mafeking, pois afirmava-se que "quem possuir Mafeking tem na mão as rédeas da África do Sul".

 

Veio a guerra e durante 217 dias B-P defendeu Mafeking resistindo ao cerco contra força inimigas muito superiores, até que, no dia 18 de Maio de 1900 lhe chegaram reforços.

 

B-P elevado ao posto de Major-General, converteu-se em herói aos olhos dos seus compatriotas.

 

Foi como herói de homens e de rapazes que em 1901 regressou da África do Sul à Inglaterra, para ser cumulado de honrarias e para descobrir, com grande espanto seu, que a sua popularidade se estendera ao seu livro "Aids to Scouting", destinado ao exército. Estava a ser usado como livro de texto nas escolas masculinas.

 

B-P viu nisto um chamamento especial. Compreendeu que tinha agora excelente ocasião para ajudar os rapazes da sua pátria a converterem-se em jovens fortes. Se um livro sobre exploração destinado a homens havia atraído tanto os rapazes, quanto mais os atrairia um livro escrito para eles.

 

Pôs mãos à obra, aproveitando as suas experiências na Índia e na África, entre os Zulos e outras tribos selvagens. Reuniu uma biblioteca especial de livros, que leu, a respeito da educação dos rapazes através dos tempos – desde os Espartanos, antigos Bretões Peles Vermelhas, até aos nossos dias.

 

Lenta e cuidadosamente B-P foi desenvolvendo a ideia do escotismo. Para ter a certeza de que daria resultado, no verão de 1907 levou consigo um grupo de 20 rapazes para a Ilha de Brownsea, para realizar o primeiro acampamento escotista de todos os tempos. Este acampamento foi um grande êxito.

 

A seguir nos primeiros meses de 1908, publicou em seis prestações quinzenais, ilustradas por ele próprio, o seu manual de instrução Escotismo para Rapazes, sem imaginar que este livro iria desencadear um movimento que haveria de afectar os rapazes do mundo inteiro.

 

Mal Escotismo para Rapazes começara a aparecer nas livrarias e nos quiosques, começaram a surgir patrulhas e grupos escotistas, não apenas na Inglaterra, mas em muitos outros países.

 

A obra cresceu cada vez mais e em 1910 tomara já tais proporções, que B-P, compreendeu que o escotismo ia ser a obra da sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que poderia fazer mais pela sua pátria educando os jovens formando-os como bons cidadãos, do que instruindo alguns homens para serem bons soldados.

 

Abandonou o exército e embarcou na sua segunda vida, como ele lhe chamava – vida de serviço para o mundo por meio do escotismo.

 

A sua recompensa teve-a na expansão do escotismo, no amor e no respeito dos rapazes de todo o mundo.

 

Em 1912 empreendeu uma viagem à volta do mundo para visitar os escoteiros de muitos países. Foi este o primeiro começo da fraternidade mundial escotista. Em 1920, reuniram-se em Londres, vindos de todas as partes do mundo, muitos escoteiros para formarem a primeira reunião internacional escotista – o primeiro jambori mundial.

 

Na última noite desse jambori, em 6 de Agosto de, B-P, foi proclamado e aclamado Escoteiro Chefe Mundial.

 

No dia em que o movimento escotista fez 21 anos de idade, contava mais de dois milhões de membros, em praticamente todos os países do mundo. Nessa altura B-P recebeu do seu rei Jorge V, a honra do baronato com o nome de Lord Baden-Powell of Gilwell… Todavia para os escoteiros será sempre "B-P Escoteiro Chefe Mundial".

 

O primeiro Jambori mundial, foi seguido de muitos outros. Mas os jamboris foram apenas parte do seu esforço para constituir a fraternidade mundial do escotismo. B-P viajou muito em prol do escotismo, correspondia-se com os dirigentes escotistas de muitos países e continuava a escrever sobre assuntos escotistas, ilustrando os seus livros e artigos com os seus próprios desenhos.

 

Quando finalmente, chegado aos 80 anos as forças lhe começaram a faltar, voltou para a sua terra amada em companhia de sua esposa, que fora colaboradora entusiástica de todos os seus trabalhos e que além disso, era chefe das Guias – Obra também criada por Baden-Powell.

 

Instalaram-se no Quénia, num lugar tranquilo, com uma magnifica perspectiva de milhas de florestas e montanhas cobertas de neve.

 

Aí faleceu a 8 de Janeiro de 1941 – pouco mais de um mês antes de completar 84 anos.

 

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